Arquitetura

“…As paredes de pedra e cal chegam a ter 1 metro de espessura.”

É uma igreja deveras rústica. Possui um frontispício simples encimado por duas torres, uma das quais possui dois sinos datados de 1810 e 1898. Possui uma grande porta de verga arqueada e duas sacadas envidraçadas de mesmo estilo. Entre as janelas, abaixo de uma cruz trabalhada em pedra, acha-se o óculo de forma caprichosa. Na porta chama a atenção as aldrabas de ferro batido. Nas laterais da porta principal há duas pias de pedra e abaixo do coro se vê a pintura representando a tarja de Nossa Senhora das Dores. Na nave acha-se ao lado direito, o altar de madeira original de Nossa Senhora das Dores e ao lado esquerdo, a porta que dá acesso à  sacristia, e na capela-mor acha-se a afamada imagem da virgem, que possui a peculiaridade de ser uma imagem de roca
Outros detalhes importantes de se notar são a arquitetura e outros elementos ornamentais que se mantiveram praticamente intactos e isto é motivo de orgulho para todos os cachoeirenses. As paredes de pedra e cal chegam a ter 1 metro de espessura. O piso composto de lajotas de barro cozido é um dos poucos do estilo que ainda resta em Minas e precisa por isso ser reparado e preservado, conservando as suas características originais. É incrível que este material tenha resistido a mais de 2 séculos. E o gradil, que ainda possui suas características originais separa o corpo da nave das chamadas passarelas laterais. Este artifício era muito usado na época colonial, mas infelizmente se perdeu na maioria das igrejas. Na Matriz de Nossa Senhora de Nazaré por exemplo, esta balaustrada foi vendida na década de 30 pelo próprio pároco para museus do Rio de Janeiro e São Paulo.